terça-feira, 10 de maio de 2011

Me comportar? Como??
Desde criança eu vejo o Tarzan andando por aí nú. A Cinderella chegando em casa meia noite.
O Pinocchio mentindo. O Aladin roubando. O Batman dirigindo a 320km/h.
A Bela Adormecida dormindo com sete caras. O Super Homem vestindo a cueca por cima das calças. O Popeye fumando cachimbo....
Vocês não acham que ta muito tarde pra mandar eu me comportar, não?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

(1894-1930)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

a morte é uma humilhação.
quando nós começamos a pensar que somos grandes, vem a natureza e nos mostra que somos pó.
apenas pó...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

chegando...partindo...

já fazem alguns dias que você vem tomando conta dos meus pensamentos.
eu não o conhecia e não entendo como nem porque você mexe tanto comigo.
pra completar, encontrei sua pagina no fotolog por acaso...olho suas fotos e me pergunto o por que disso tudo. o por que de sua atitude, de sua chegada, de sua partida...
olho as fotos e me sinto triste, o coração inquieto...e derepente as lágrimas me fazem despertar do que parecia uma viajem...
não sei ao certo o que pensar e nem o que dizer.
sinto uma falta sua inexplicavel. como pode alguém sentir falta do que não teve? do que não viveu? do que não conheceu?
não consigo encontrar palavras e sinto um nó na garganta e o coração parece que vai escapar pela boca!
só sei que sua partida mexeu muito comigo. e me afetou de uma forma que não sei como e nem porque.

my bittersweet bundle of misery...

Não esperava que no meio de uma loucura conhecesse ele.
Eu na minha, ele na dele, e todo resto correndo, pulando, rindo, gritando...
E, no meio de uma bela confusão, encontro-me na casa dele, deitada na cama, e ele sentado ao lado.
COMO ASSIM?
Confesso que depois fiquei pensando muito nisso. Eu nem conhecia ele...
Mas começamos a conversar, conversar, conversar ... até umas três da tarde.
E como eu bem me conheço, sabia que ia dar uma leve merda, ficar pensando nele, nas conversas e tudo mais.
Mas não adiantou nada saber disso, as conversas continuaram durante dias e mais dias... e duram até hoje, ainda bem.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meu coração tá ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz.

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

uma era, uma vida, foi-se.



Lá estavam vocês na minha frente. A amizade transbordava e eu era apenas uma observadora invisível, assistindo o filme da história de suas vidas tão coloridas. E a tarde estava ensolarada, com os raios de luz se refletindo
nos seus olhos.
E tudo mudou derrepente. Era noite, estava frio. Todos haviam ido embora
. Sobrara apenas ele, fumando um cigarro. Debruçado na varanda, observando a vida alheia passar. E assim, ele se jogou.

Acordo assustada, o coração batendo forte. Encaro a sua foto, e lá está você com os raios de sol refletindo em seus olhos. Fora um sonho horrível. Pena que é realidade.



Tiradas as licenças poéticas, sim, é a história real. Não conhecia o menino, mas era amigo de minha melhor amiga, e cara, eu fiquei super triste.


Vai em Paz, Yuri.